segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Albert Einstein - O maior Cientista da História

Autor da Teoria da Relatividade, maior cientista do século XX e eleito pela revista Time como o homem do século, Einstein revolucionou nossa visão do Universo. Grande cientista e humanista, Albert Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1922 e foi considerado uma das maiores personalidades de toda a história.

Varias são as lendas sobre sua vida e personalidade, mas a grande maioria não passa de simples “folclore“, como por exemplo, o fato de que Einstein não conseguiu passar em matemática quando ainda era jovem; ou então que não era capaz de lembrar o endereço de sua casa ou de contar o troco correto da passagem de ônibus.


Sua vida

Albert Einstein nasceu em 1879 em Ulm, na Alemanha, de uma família judia. Logo após seu nascimento, seus pais mudaram-se para Munique onde Albert Einstein passou sua juventude. Frequentou até os 15 anos a escola Luitpold Gymnasiun. Suas maiores notas eram em Matemática e em Latim. Desde muito jovem demonstrou uma grande capacidade de entender os conceitos matemáticos mais complexos. Aos 12 anos já conhecia a geometria de Euclides.
Quando seus pais se mudaram para Milão, Itália, Einstein continuou seus estudos na Suíça, ingressando, em 1896, na Escola Politécnica Federal, em Zurique. Lá estudou Física e Matemática, tendo se formado em 1901. Em 1905 recebeu seu Ph.D pela Universidade de Zurique, na Suíça. No mesmo ano, publicou quatro artigos de grande importância para o desenvolvimento da Física. Um deles foi sobre o efeito fotoelétrico. Segundo Einstein, sob certas condições a luz se comporta como uma partícula. Esta teoria postulava que a energia dos raios luminosos se transfere em unidades individuais chamadas quanta, contrariando as teorias anteriores que afirmavam que a luz era manifestação de um processo contínuo. Essa teoria marcou a base da atual teoria sobre a natureza da luz.

Em outro artigo, Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia (E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).
Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.

Albert Einstein trabalhou no Departamento de Patentes da Suíça, em 1909 e tornou-se professor em Zurique e, dois anos mais tarde, professor de Física Teórica em Praga, voltando a lecionar em Zurique em 1912. Após voltar para a Alemanha em 1914 foi indicado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física e professor da Universidade de Berlim.
Em 1916, Einstein apresentou sua teoria geral da relatividade, na qual incluiu outras idéias, como o movimento dos corpos sob a influência da gravidade.

Em 1922, recebeu o Prêmio Nobel de Física, por seu trabalho publicado em 1905 sobre os efeitos fotoelétricos.
No entanto, a Alemanha não era um lugar onde um judeu poderia viver em paz. Após a Primeira Guerra Mundial e a devastadora derrota Alemã, o anti-semitismo tomou conta do país. Em 1920, enquanto ministrava uma de suas aulas na Universidade Berlim, Einstein assistiu a uma manifestação anti-semita e percebeu que logo teria que deixar a Alemanha. Um ano mais tarde visitou os Estados Unidos pela primeira vez, país para o qual emigraria, após renunciar à cidadania alemã, doze anos mais tarde, em 1933. Em 1940, Einstein tornou-se cidadão americano.

Na sua chegada aos Estados Unidos, Einstein assumiu o Departamento de Física da Universidade de Princeton, lecionando na mesma até 1945, quando se aposentou.

Einstein foi um sionista ativo, apoiando a criação do Estado de Israel e ajudando a arrecadar fundos para a criação da Universidade Hebraica de Jerusalém, na qual foi presidente de 1925 a 1928. Einstein doou os manuscritos de seus trabalhos científicos à universidade.
Em 1952, o primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, convidou Einstein para assumir a presidência do país. Einstein recusou o convite alegando não estar à altura do cargo.

Einstein era judeu e sempre acreditou em Deus. Ele defendeu a idéia do cosmo como produto de uma inteligência suprema, responsável pela organização da matéria e da vida.
Ele foi casado duas vezes. O primeiro casamento acabou em divórcio e no segundo, permaneceu até sua morte.
Einstein morreu no dia 18 de abril de 1955 em Princeton, Nova Jersey. Seu corpo foi cremado e seu cérebro doado a Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Apesar de atuar em prol da paz ao longo de sua vida, Einstein defendeu o desenvolvimento da bomba atômica pelos Estados Unidos, com o objetivo de frear Hitler e a Alemanha nazista. Em 1939, após tomar conhecimento de que os alemães estavam dedicando-se a um sigiloso projeto que envolvia o uso de urânio, Einstein escreveu uma carta ao Presidente Roosevelt, recomendando que os Estados Unidos se dedicassem à pesquisa nuclear. Isto resultaria no Projeto Manhattan e na construção da bomba atômica.

Uma semana antes de sua morte, Einstein assinou sua última carta que foi endereçada a Bertrand Russel. Nela, ele concordava que seu nome fosse incluído em um manifesto em prol de todas as nações que abandonassem as armas nucleares

Frases de afeto a Deus

A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.
Pitágoras
Deus é a lei e o legislador do Universo.
Albert Einstein
Deus está em toda a parte, mas o homem somente o encontra onde o busca.
Textos Judaicos
Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!
Lucas 11:28 - Textos bíblicos
Ó Senhor Deus, lavo as mãos para mostrar que estou inocente. Com os que te adoram, ando em volta do Teu altar cantando um hino de gratidão e falando de Tuas obras maravilhosas.
Salmo 26:7 - Textos bíblicos

Os trabalhos dos astros do rock antes da fama

Antes de alcançarem fama, os Astros tinham trabalhos convencionais como todo mundo, mas alguns desses trabalhos são bem esquisitos e difíceis de acreditar. Alguns astros tinham até a cara de sua antiga profissão.

Rod Stewart – Coveiro



Conhecido por sua voz áspera e rouca, Rod Stewart começou a ficar conhecido no final dos anos 60 quando participou da Jeff Beck Group e depois se juntou ao The Faces, iniciando paralelamente sua carreira solo que já dura cinco décadas. Depois de deixar a escola, Rod Stewart iniciou carreira Músical depois de passar por vários empregos de curta duração. Como pintor de Silk Screen, foi coveiro e até Técnico-Aprendiz no Brentford Football Club (Situado em Londres).

Ozzy Osbourne – Abatedouro


Antes de se tornar famoso com o Black Sabbath, Ozzy teve problemas na escola por conta de uma dislexia que não o deixava ler. E teve vários trabalhos estranhos: foi ajudante em um necrotério e em um abatedouro, além de testar buzinas. Começou a furtar e foi preso duas vezes.

Elvis Presley – Caminhoneiro


Elvis Aaron Presley foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado como Rei do Rock. Quando nem sonhava em se tornar o Rei do Rock, Elvis Presley chegou a ganhar a vida como caminhoneiro em Tupelo, no Mississipi, que cruzava Memphis.

Roger Daltrey e Tony Iommi – Metalúrgicos


Roger Daltrey: Ele construiu sua primeira guitarra de um bloco de madeira e formou uma banda chamada The Detours. Quando seu pai lhe deu uma guitarra, Daltrey se tornou o guitarrista base do grupo. Logo depois, não se interessando em nada além do Rock and Roll, foi expulso do colégio, se tornando metalúrgico durante o dia enquanto praticava e se apresentava noite adentro com a banda em casamentos, pubs e clubes masculinos.


Tony Iommi: A trajetória dele poderia ter tido fim, logo na juventude. Iommi trabalhava em uma indústria metalúrgica, quando foi chamado para operar uma máquina compressora de metais. Sem qualquer experiência com a máquina, Iommi ficou com os dedos médio e anelar da mão direita nas engrenagens do equipamento, decepando a ponta desses dedos. Tony consultou vários médicos, e todos o desencorajam de poder voltar a tocar o instrumento. Porém, um dia, já desanimado, Tony vai até a casa de um amigo, que lhe apresenta um guitarrista da cena underground britânica, que interpretava músicas de Blues apenas com os dedos indicador e médio. Ao ouvir aquilo, sentiu-se encorajado novamente, e resolveu tocar de novo. Para isso, Tony derreteu a ponta de duas garrafas plásticas, as modelou para encaixarem nos dedos, e assim pode tocar de novo. O equipamento logo foi substituído por próteses plásticas.

Lemmy – Roadie e Traficante


Lemmy trabalhou para Hendrix como Roadie e traficante em 1967 e ainda revela casos do falecido em tom de deboche. Lemmy diz, “Eu fornecia ácido para ele. Eu dava 10 pra ele, e ele ficava com 7 e me dava 3, achava muito justo da parte dele. Ele era formidável, um cavalheiro à moda antiga se uma garota chegava na sala, ele se atirava a seus pés”. Também foi Roadie da banda Hawkwind, onde foi expulso por ter sido detido no Canadá com anfetaminas.

Chuck Berry – Cabeleireiro


Charles Edward Anderson Berry foi um dos precursores do Rock and Roll e um de seus maiores representantes. Ainda criança se iniciou na música, em corais evangélicos, levado pelo pai que era pastor protestante. Aos 14 anos teve seu primeiro contato com uma guitarra, pouco antes de passar uma temporada em um reformatório, por furto. Trabalhou como cabeleireiro até conseguir ganhar a vida com a música.

Marc Bolan, David Gilmour e Grace Slick – Modelos


Marc Bolan: Na idade de nove anos, Bolan recebeu de presente sua primeira guitarra e começou uma banda chamada Skiffle, pouco depois, aos quinze anos, ele deixou a escola "por consentimento mútuo" (foi expulso). Entrou para uma agência de modelos, aparecendo em catálogos de roupas para as lojas de moda masculina, como modelo de ternos, e para os recortes de papelão que eram exibidos nas vitrines das lojas.


David Gilmour: Nasceu em Cambridge, Inglaterra e cresceu em Grantchester Meadows. A sua educação teve lugar na Waldorf School e foi durante muitos anos um modelo para essa escola, tendo, no entanto descrito a sua educação como “horrível”. Depois de deixar a cidade de Cambridge, David Gilmour mudou-se para a França onde tocava num pequeno grupo de Rock e que posava como modelo vivo para artistas plásticos


Grace Slick: Nasceu Evanston, região de Chicago, filha de Ivan W. Wing e sua esposa Virginia Barnett. Ela estudou em um colégio somente para garotas em Palo Alto, Califórnia, próximo a São Francisco, e após graduação estudou em Nova Iorque entre 1956 e 1958 e na Universidade de Miami entre 1957 e 1959. Antes de entrar no mundo da música, exerceu a atividade de modelo por um curto período no início da década de 1960.

Steve Marriott - Ator infantil


Stephen Peter Marriott, popularmente conhecido como Steve Marriott, foi um versátil cantor, compositor e guitarrista britânico. Trabalhou como um ator infantil em sua juventude, apareceu em uma produção de Londres, incluindo um estrelado em outra peça.

Van Morrison – Limpador de janelas


Seus pais estavam preocupados em dar ao filho uma profissão e sua mãe ainda tentou colocá-los em vários cursos para que tivesse uma profissão. Tudo em vão. Em poucos dias, Van sumia das aulas. Mas ele precisava de dinheiro para poder continuar a seguir a vida de músico e montou então o único empreendimento quase sério que já teve: um pequeno negócio como limpador de janelas! Van sempre foi um cara exagerado sobre suas memórias, mas ele jura que o negócio lhe rendeu boas perspectivas: "Eu cheguei a ter empregados no meu negócio e era presidente da minha firma. Ela só fechou porque quando eu viajava, deixava com meu primo e ele não conseguiu tocar os negócios!"

Debbie Harry – Coelhinha da Playboy


Ela foi coelhinha da Playboy e garçonete do Max´s Kansas City, emprego que ainda mantivera mesmo quando já estava em carreira musical. Em 1966, aos 21 anos, estrearia com a banda Tri Angels e, um ano depois, entrou para a banda folk Wind In The Willows, que praticava uma música nos moldes do The Mamas and the Papas. Em 1973, conheceria Chris Stein e tudo mudaria a partir de então.

Jimi Hendrix – Pára-quedista


James Marshall "Jimi" Hendrix, foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano. Frequentemente é citado por críticos e outros músicos como o maior guitarrista da história do Rock. Apesar de contraditório, Jimi Hendrix serviu às forças armadas e foi, na aeronáutica, um exímio pára-quedista. No entanto, devido seu talento musical, foi dispensado pelo seu sargento, deixando ir com seus companheiros para o sanguinolento conflito do Vietnam.

Duff McKagan - Ladrão de carros


Duff McKagan é um dos mais famosos baixistas do mundo e foi o mais aclamado baixista do Guns n' Roses. Sua maior influência é Sid Vicious , do Sex Pistols, e ele diz ter sido ladrão de carros, diz ele que chegou a roubar 133 carros e seus respectivos toca-fitas, antes de entrar para a música.

Sting – Treinador de Futebol


Compositor, cantor, ator, ativista. Sting ficou famoso mundialmente com todas essas atividades, mas ele gosta de desafiar os rótulos tradicionais. Filho de um leiteiro de Newcastle, Inglaterra, Sting foi professor, treinador de futebol e trabalhador braçal em obras nas ruas antes de se dedicar à música.

Por falta de fontes confiáveis não pude citar alguns “supostos” empregos de Astros do Rock antes da fama tal como: Mick Jagger era Porteiro de Hospício, Joe Cocker foi Encanador, Bo Diddley e Simon Kirke eram Pedreiros, Phil Collins era Ator Infantil e Phil Lynott foi Lutador de Boxe. Essa matéria foi resultado de muita pesquisa, peço que se esqueci de algum emprego, que comentem para eu coloca-los aqui.

Obs: Caso alguém queira repassar a matéria não há problema algum, basta citar o Portal do Metaleiro como fonte. Obrigado por ajudar a divulgar nosso trabalho.

sábado, 19 de novembro de 2011

Relógio de madeira

 

Não é de hoje que alguns produtos, normalmente feitos de materiais completamente diferentes, têm aparecido em versões de madeira. Até óculos eu já mostrei aqui no blog, lembram?! No caso específico do post de hoje, o primeiro modelo apareceu no ano passado, mas agora a linha da WeWood está maior e bem melhor acabada. Pasme, pois estou falando de relógios de pulso! Usando sobras de madeira das mais variadas árvores, os modelos são absolutamente incríveis, com tonalidades, texturas e cores únicas. A filosofia da marca também inclui a garantia do plantio de uma árvore para cada WeWood vendido, chancelada por uma parceria com a American Forests, que há mais de um século ajuda na recuperação de florestas. Os relógios de madeira da coleção 2011 custam entre 119 e 139 dólares. "Pontualmente legaus"!

Bebida feita a base de urina de vaca. Pode ser?

Foi em 2009 que os primeiros relatos sobre este produto surgiram, mas a bebida ainda estava em fase de testes. Agora, uma empresa localizada em Kanpur começa a vender uma bebida à base de urina de vaca.
urina de vaca 2
Os fabricantes afirmam que além de matar a sede esta nova bebida também pode curar diversas doenças, como o câncer e diabetes. Cada garrafa da bebida contém cerca de 5 a 6 ml de mijo.
urina de vaca
Antes que você torça o nariz, saiba que para muitos indianos a vaca é sagrada e a urina dela é considerada extremamente benéfica para o ser humano. Existem outros tipos de consumo deste curioso ingrediente no país, sendo o mais famoso deles na forma destilada (clique aqui para ler um texto em inglês defendendo o produto). Pensando melhor pode torcer o nariz sim.
A empresa está testando outros sabores para a bebida, acrescentando babosa e groselha na mistura. E aí? Se empolgou para provar?

7 motivos para aprender música

Curto e grosso: você precisa aprender a tocar alguma coisa e entrar para uma banda.
Poderia ser você nesta foto

1. Porque é legal

Ainda me lembro da primeira vez que eu consegui tocar uma música inteira. Era alguma dos Titãs ou do Oasis, que na época estavam bombando nas rádios. Peguei o violão, uma revistinha de cifras e fui tentando encaixar acordes, melodia, letra e levada.
Foi um parto.
Eu tinha me metido a fazer algo realmente inédito e a usar capacidades que eu nem sabia que tinha. Me virei do jeito que dava, ouvindo com calma, repetindo, catando milho e aprendendo por conta própria. Após vários dias de treino, calos nos dedos e frustração, eu finalmente consegui tocar a música todinha no tempo certo, como num passe de mágica.
Poucas vezes na vida eu tive um sentimento de realização tão foda quanto aquele de conseguir tocar uma música inteirinha, do começo ao fim. E ela soar legal. Na época, com 15 anos, a sensação que dava era de que eu tinha conseguido o impossível.

2. Porque bota a sua cabeça para funcionar

Nosso cérebro tem dois hemisférios. O direito controla o lado esquerdo do corpo, e o esquerdo controla o lado direito. Ambos são capazes de processar qualquer função, mas em geral, o lado esquerdo é especializado em tarefas lógicas, racionais e analíticas; o lado direito, em criatividade, livre associação e síntese de ideias.
Em geral, pessoas têm um lado dominante sobre o outro. Quem é mais certinho e metódico tem dominância do lado esquerdo, enquanto que pessoas mais caóticas e de pensamento mais livre têm o lado direito dominante.
Propaganda da Mercedes-Benz que explica a diferença de cada lado do cérebro. Clique para ampliar
Indivíduos com treinamento musical e que saibam tocar algum instrumento acabam desenvolvendo um entrosamento maior entre os lados do cérebro, justamente pela prática do esforço motor de braços e pernas atuando em conjunto. Isso sem mencionar o uso da memória e da audição.
Moral da história: música ajuda a gente a ficar esperto.

3. Porque é parte da cultura do ser humano

Há mais ou menos 40 mil anos, nossos ancestrais inventaram um negócio chamado cultura. Essa cultura consistia numa série de hábitos estranhos e aparentemente aleatórios. Serviam, basicamente, para nos separar do resto dos primatas.
Passamos a enterrar os nossos mortos. Inventamos roupas e enfeites. Começamos a pintar nossos corpos e as cavernas onde vivíamos. Criamos rituais estranhos em que matávamos outros seres vivos. E fizemos música no meio disso tudo, a partir de ossos, pedras e madeira.
Desde então, música passou a fazer parte do cotidiano do ser humano. Ela aparecia em qualquer atividade social. Cantava-se para trabalhar, para guerrear, para ninar crianças e para os deuses. Era mais fácil, diga-se de passagem, um indivíduo não saber ler e escrever do que não saber tocar algum instrumento ou cantar.
Chegamos ao ponto de, na Idade Média, incluirmos a música no quadrivium, conjunto das quatro ciências exatas da época (sendo as outras três aritmética, geometria e astronomia). Junto com as disciplinas do trivium (gramática, retórica e lógica), tínhamos as sete artes liberais ensinadas nas primeiras universidades.
Eu acho fantástico eles chamarem essas áreas do conhecimento de humano de “artes”, em vez de “disciplinas” ou “matérias”
O problema é que no século XX, por uma série de razões que não caberia neste artigo, delegamos aos músicos profissionais a tarefa de tocar e produzir música. Isso dura até hoje. Compramos discos, baixamos músicas, mas somos incapazes de pegar um violão para tocar três acordes simples. Temos uma relação distante, superficial e consumista com algo que foi literalmente nosso durante milênios. Algo que estava junto de nós o tempo todo, dentro de nossas casas.

4. Porque é um motivo bacana para reunir amigos, pegar mulher e socializar

Música é uma atividade coletiva e social, a menos que você seja um guitarrista que passe a vida trancado no quarto estudando com playbacks.
Juntar amigos para tocar equivale a juntar o povo para fazer churrasco, jogar videogame, beber e falar besteira. Isso quando não fazemos tudo isso junto. Mesmo que seja uma banda de formação fixa, sempre tem os amigos que ficam para ouvir, tomar uma cerveja, socializar, chegar nas meninas e eventualmente substituir um integrante. Isso quando não rola revezamento de amigos integrantes toda semana. No fim, sobram as histórias que as pessoas contam.
Troque a palavra “banda”, no parágrafo acima, por ensaio de bloco de carnaval, roda de choro, samba, sarau e reunião na casa do fulano. Muda o repertório, mas a essência da coisa é a mais ou menos a mesma. Se for um coro, aumente o fator de diversão em umas dez vezes. Sim, corais são divertidos.

5. Porque é um hábito útil e que faz a vida valer a pena

A música sempre vem coroar os momentos importantes das nossas vidas. Elas trazem aquela carga emocional que faz a diferença entre um evento qualquer que você vai esquecer em uma semana e o acontecimento que ficará marcado a ferro e fogo na sua alma até o último dos seus dias, e cujo videoclipe vai passar na frente dos seus olhos quando chegar a sua hora.
É por isso que trilhas sonoras de filmes são escritas com muito cuidado e muito carinho. É por isso que as músicas de casamento e formatura são escolhidas a dedo. É por isso que pessoas escolhem músicas que definem etapas da própria vida ou da vida como um todo. É por isso que se paga tão caro pela experiência de assistir um show épico.

Link YouTube | Você não precisa ser Paul para ninar seu filho com “Blackbird”

6. Porque movimenta dinheiro

Há todo um mercado em função da música. Mesmo numa época de crise no ramo fonográfico, somos o primeiro país do mundo em arrecadação com consumo de música. (Vale lembrar que o Brasil consome muito mais música própria do que música importada.)
Para proporcionar a experiência única de um show, negocia-se o aluguel de um espaço, segurança, infraestrutura e equipamentos de som para sua realização. Se for um show grande, também há movimentação de dinheiro na mídia. Durante o concerto, há venda de bebidas, alimentos e artigos da banda.
Downloads de arquivos de áudio e música por streaming, piratas ou não, movimentam o mercado de estúdios e produtores musicais, cuja tarefa é transformar uma performance em um arquivo de boa qualidade. Mesmo com a popularização de estúdios caseiros, ainda se paga para ter um bom profissional gravando bons artistas.
Também se ganha dinheiro com o mercado de ensino de música. Além de aulas, curadoria e consultoria em música, vendem-se publicações impressas e conteúdo online. Também é possível ganhar dinheiro com projetos de restauração e leis de incentivo à cultura.
O mercado de instrumentos e equipamentos também é gigantesco. Vende-se de tudo: cabos, microfones, mesas de som, pedais de efeito, roupas, acessórios…
Quer dizer que música faz a gente gastar dinheiro? Lógico que sim. Mas é um gasto de dinheiro e de tempo que acrescenta muito mais do que tira, na minha humilde opinião.

7. Porque não é tão difícil como parece

Conheço muita gente que desistiu da música sem tentar direito. Eles achavam muito difícil.

Link YouTube | Você não precisa de tanto…
A dificuldade inicial existe, mas ela só é proporcional ao que você deseja fazer. Se o seu plano é cantar mais que o Freddie Mercury, é lógico que você vai precisar de treino. Mas se o seu objetivo for apenas se divertir, tocar algumas músicas e ter histórias para contar, dá para fazer isso em poucas semanas. Sem aporrinhação nenhuma.
Aliás, é impressionante a quantidade de pessoas que não sabem o quanto sabem de música. Gente que canta melodias difíceis, cheias de modulações e outros termos técnicos do musiquês, e o fazem sem se darem conta.
Ninguém precisa ser chef para cozinhar bem, e nem lutar no UFC para saber se defender. Ninguém precisa ser atacante do Flamengo para jogar bola direitinho. O mesmo vale para música.

Futebol americano e dez razões para adorá-lo



No final do século XIX, derivado do rugby, foi criado nas universidades americanas o futebol americano. Lá, o jogo foi se adaptando e ganhando cada vez mais adeptos, se profissionalizando e se tornando o esporte mais popular nos Estados Unidos. Hoje em dia, o futebol da bola oval, como também é chamado no Brasil, é bem diferente daquela época e ficou ainda mais interessante e espetacular.
As primeiras transmissões do esporte aqui na América do Sul foram feitas em 1969 pela TV Tupi. Não eram transmissões ao vivo e o narrador não tinha nenhum conhecimento sobre o jogo. Mas nos últimos tempos, com melhores recursos e profissionais, a popularidade do Futebol Americano no Brasil vem crescendo de forma muito acentuada, principalmente na última década.
São centenas de brasileiros (e brasileiras também) que acompanham os jogos transmitidos com exclusividade pela ESPN, que renovou seu contrato com a NFL e transmite uma quantidade de jogos nunca antes vista na história de nosso país. Ou seja, não existe momento melhor para começar a acompanhar o fantástico mundo do Futebol Americano. Veja os 10 principais motivos por que a NFL encanta e por que você deveria começar a assisti-la.

10. Cheerleaders


Link YouTube | A morena é a mais bonita. Mentira, a loira é ainda mais gata. Não, digo, a morena é…
Bonitas e com roupas curtas, as líderes de torcida são um elemento tradicional nos jogos de futebol americano. Com shows nos intervalos e com aparições durante as transmissões, elas são apenas uma parte de grande espetáculo que é um jogo da NFL. Afinal, sempre bom esperar algo vendo lindas mocinhas girando em micro sainhas com as cores do seu time.

9. Rivalidades

Eu sei em que em muitos esportes existem rivalidades seculares, mas em quantos deles é permitido derrubar o oponente no chão com toda a sua força? Jogos entre Steelers e Ravens, por exemplo, normalmente acabam em sangue.
Um jogo de futebol americano é brutal, mas a brutalidade assume proporções enormes quando dois rivais se enfrentam, tornando o jogo ainda mais impressionante.

8. Inovador

O futebol americano é um jogo com tradições de longa data, mas a NFL nunca teve medo de mudar regras e se ajustar para melhorar o jogo. Um dos melhores exemplos é o auxílio tecnológico para diminuir os erros de arbitragem(Os próprios técnicos podem desafiar as decisões, como no tênis). Essa discussão ainda está bem longe de ter um fim aqui no futebol brasileiro, mas por lá, tudo vale para melhorar o espetáculo.

7. Superação da natureza

São poucas as situações em que um jogo de futebol americano é cancelado, apenas acontece em situações extremas como furacões ou terremotos. Isso gera situações interessantes e jogos em condições extremas, como no famoso Ice Bowl, quando os times jogaram com a temperatura em 26′C negativos.

Link YouTube | Esse vídeo é de um jogo em New England em que nevou acima da média
O mais legal é perceber que, independente das condições do tempo, sempre vai haver um estádio lotado de fãs acompanhando a NFL.

6. Esporte físico

Futebol americano é um esporte de contato, é preciso força física. Mas além disso, é preciso resistência e um controle corporal fantástico. Tamanho nem sempre é documento na NFL, o que importa é como o jogador aplica a força.
Não é nada raro ver um jogador pequeno levantando algum gigante em campo, elevando não só o brutamonte, mas também toda a torcida.

5. Superação pessoal

Muitas lesões acontecem na NFL, algumas bem graves e, para alguns jogadores, as contusões são apenas mais uma oportunidade para se superar. Para todo mundo que joga futebol americano, ou qualquer esporte de contato, suportar a dor é normal. Mas tem gente que vai além: ainda nessa temporada, um quarterback (posição ofensiva no futebol americano) fraturou a costela e teve o pulmão perfurado, mas ainda voltou para ajudar o time a virar o jogo.
Nos anos 70, um defensor jogou três jogos com a perna quebrada .

4. Esporte táctico

Erra quem acha que futebol americano é só violência. O jogo se aproxima tanto de uma partida de xadrez como de uma guerra. Há coordenadores ofensivos e defensivos e uma infinidade de formações à disposição deles. Saber que jogada usar em que situação e saber gerenciar bem o tempo é chave para a vitória.

3. Esporte preciso

De nada adianta ter a estratégia certa se a jogada não é executada com precisão. E na NFL, um segundo atrasado, um passo a frente pode mudar todo o papo. O vídeo agora é a última jogada da final da temporada de 2008, esse touchdown deu a vitória ao Pittsburgh Steelers.

Link YouTube | Tudo acontece muito rápido e preciso. Ainda bem que existe o replay pra ajudar a ver a coisa toda
Reparem como o passe foi perfeito, em um lugar onde os três defensores não alcançavam.
Reparem ainda como o recebedor pega a bola e consegue encostar os dois pés dentro de campo mantendo o controle da bola(requisito para valer a recepção). As jogadas no futebol americano funcionam como uma orquestra, a partitura tem que estar em ordem e os elementos devem tocar impecavelmente para que tudo dê certo.

2. Imprevisível

Na NFL nada é certo. Aquele time que você acredita que não tem chance de ganhar nenhum jogo pode vencer todo mundo. Um time que há um ano atropelava os adversários agora pode sofrer contra as equipes consideradas mais fracas.
E o exemplo perfeito é o Super Bowl 42, em 2008. Naquele ano, o New England Patriots teve uma campanha perfeita, chegara à final com 18 vitórias e nenhuma derrota, entrava como favorito absoluto contra o modesto New York Giants que tinha um time bem inferior no papel. Com uma defesa implacável o time de Nova Iorque parou o melhor ataque da história da liga e saiu campeão da NFL, em um jogo emocionante.

1. Estimulante

Qualquer um que tenha um vizinho fã da NFL sabe disso. É comum durante os jogos gritar e pular do sofá com o desenvolvimento de uma jogada. Não é raro momentos que tiram o fôlego e mudam o rumo da partida.

Link YouTube | Se tivesse mais 100m de campo, ele chegaria do mesmo jeito
Percebam como uma jogada que parecia que não ia dar em nada se tornou uma corrida espetacular que decidiu o jogo para o não favorito Seahawks nos playoffs.
E nada melhor que fechar uma lista dessa com o bom e velho top 10 de melhores jogadas. E você aí, achando que a NFL era coisa de americano bobo.

Link YouTube | O bom e velho top 10
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